terça-feira, 19 de agosto de 2008

Choose your friends

'Você não sabe escolher os seus amigos.' Eu escuto essa frase desde quando eu comecei a escolher amigos (obviamente, desde o meu primeiro amigo). Não tenho como negar que sim, amigos só nós podemos escolher e ninguém interfere nisso. E por que diabos eu sempre escolho errado?! Eu achei respostas para isso, não sei se são as certas, mas pelo menos são as mais coerentes. Primeiro de tudo é que ninguém conhece uma pessoa de início, sempre se conhece aos poucos, e a ordem sempre é: primeiro as qualidades, depois os defeitos. Se não fosse assim, casais não se separariam. O problema é que quando eu conheço os defeitos, já se passou tempo o suficiente para eu me apegar ao suposto amigo, criar uma profunda afeição e às vezes, até amá-lo. Eu tenho um seríssimo problema em me desapegar de alguém de repente. Eu não consigo não perdoar. Sou cristã (?) demais para ter bons amigos. Mas a pergunta é: por que todos os amigos que eu escolhi apresentam gravíssimos problemas ou defeitos depois? Já me falaram que é uma recíproca, se eles não são bons amigos comigo é porque eu não sou uma boa amiga com eles. Não acredito que eu seja tão má assim. Todos os amigos que eu já tive ou tenho já foderam comigo de formas distintas. Se a lógica da recíproca for verdadeira, eu tenho defeito pra caralho que eu nunca imaginei ter. Será mesmo que o problema é comigo e não com eles? Eu nunca quis jogar a auto-estima de uma amiga no lixo, eu nunca quis ser dona de uma amiga, eu nunca sumi da vida de uma amiga para depois voltar querendo exclusividade, eu nunca inventei que tinha um caso com uma amiga, nem quis foder ela com a mãe só porque ela saiu com o namorado e sem mim, eu nunca faltei consideração à uma amiga só porque ela mudou de cidade e está feliz longe de mim, eu nunca faltei confiança à uma amiga que me deu 100% da confiança dela, eu nunca me tornei uma babaca autoritária metida a merda com uma amiga depois que ela começou a namorar o meu irmão (até porque eu não tenho irmão), eu nunca quis beijar insistentemente uma amiga que tem namorado e já deixou claro que não me queria... e eu nunca me apaixonei por um amigo. Logo, nenhum desses problemas são meus e eu não me fodo por causa de uma merda de uma recíproca. Não tô querendo dizer que eu sou A amiga perfeita, mas cara, eu nunca vacilei tanto e nem tão grave como todos vacilaram comigo. Também não é culpa da minha escolha, porque É ÓBVIO que se eu soubesse que as amigas 'x' eram filhas da puta, eu nunca teria dado o primeiro 'oi' para elas e se eu soubesse que o amigo 'y' iria se apaixonar por mim, eu nunca teria me aproximado tanto dele. O problema é que quando eu descubro as incógnitas x e y e encontro o resultado inesperado e indesejado, eu finjo que esse não é o resultado final, mas apenas um complemento da equação. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto; o resultado final NÃO vai mudar porque eu tô fingindo que ele não é o resultado final. Assim é muito simples. O que torna tudo mais complicado é que a amizade não é uma ciência exata, portanto, não é tão fácil de resolver. Existe uma coisa por trás disso tudo que me faz uma otária que sempre se fode e deixa passar as coisas: amor incondicional. Eu sinto essa merda pelos meus amigos, sempre senti. Eu te amo independente do que você faça, de quem você seja, do que você tenha, ou do que você queira. Eu te amo e ponto. Não tem condições. Só que tem um porém nisso tudo: a culpa não é do meu amor incondicional, o problema não é que eu esqueço, perdôo e finjo que não vi. É só usar o bom senso (simples como Química II, hehe), para haver perdão deve haver o erro antes. Mas por que porra todos eles erram?! Todas as pessoas erram, todos os seres humanos são imperfeitos; mas quando se tem algo a perder com o erro, se tenta errar menos - ou não errar. E quando não se tem algo a perder? Erram. Minha amizade é assim, por exemplo. Você pode errar, errar, errar que eu vou te perdoar e é por isso que nenhum deles ficam cautelosos comigo. Tudo culpa dessa porra desse amor incondicional. Ele é bom para quem é amado incondicionalmente, não para quem ama. É horrível para quem ama. Mas o detalhe é que por mais incondicional que seja o meu amor, ele não é insubstituível. Eu te amo enquanto não houver outro melhor que você. Esse sempre foi o lado positivo. Sempre FOI. Não é mais. Não sei porque, mas não é mais. Desde o último "amigo" que eu perdi, eu não consigo sentir uma amizade verdadeira por mais ninguém, só companheirismo. O amigo verdadeiro tá aqui, eu sei, ele pode até estar na minha frente de sunguinha e colar florido, dançando ula-ula (coisa mais sexy, hein Erick) e gritando que é o bestfriend que eu preciso; mas eu não sinto por ele o mesmo que eu sentia antes pelo(s) outro(s). Eu escolhi ele, eu escolho ele, ele me deu todos os motivos para ser escolhido, mas o meu cérebro bloqueou os impulsos de amizade. Talvez seja melhor assim- ou não.
Antes só do que mal-acompanhado ou antes mal-acompanhado do que só? Quem veio o primeiro: o ovo ou a galinha, han?

2 comentários:

Carolina Sena. disse...

hum é né!

não sei o que falar!

Obscuritatem Advoco Amplectere Me disse...

que coisa mais down, gabriela :\