terça-feira, 1 de julho de 2008

Freud explica?

Um dia desses eu tava lendo uma lista das 100 Leis de Murphy, uma delas é chegar ao final do dia e perguntar 'o dia de hoje foi mesmo necessário?'. Não que eu tenha chego ao final da minha vida, mas acho mesmo que chegou a hora de perguntar 'minha vida é mesmo necessária?'. Tenho medo da resposta, tenho medo de não haver resposta. Faço essa pergunta mesmo sabendo que eu não sou a pessoa mais adequada para respondê-la. Certo, e quem seria? Puff... Não sei. Alguém que goste de mim? A resposta seria óbvia. Alguém que não goste de mim? Resposta mais óbvia ainda. Um psicólogo? Os psicólogos que me desculpem, mas eu não confiaria em alguém que sobrevive às custas dos problemas dos outros - e tira muito dinheiro disso. Well, vai ter que sobrar pra mim mesmo.
O que eu fiz de bom nesses meus 17 anos? Quantas pessoas eu conquistei? Quantas pessoas eu conquistei e mantive? Quantas pessoas eu perdi? Quantas pessoas eu perdi e recuperei? Quantas pessoas eu perdoei? Quantas vidas eu soube ficar marcada como algo positivo? Quantas como algo negativo? Quantas vidas eu salvei? Quantas eu estraguei? Quantas pessoas salvaram a minha vida? Quantas a estragou? Quantas pessoas dependeram de mim? De quantas eu dependi? Quantas pessoas conseguiram me tirar um sorriso? Para quantas pessoas eu disse um 'eu te amo' sincero? De quantas eu ouvi o mesmo? Quantas vezes eu fiz algo de bom que fosse lembrado e usado de referência para mim? E algo de ruim? Quantas pessoas me acham bonita, inteligente e legal? Quantas me acham feia, burra e chata? Quantas pessoas já se apaixonaram por mim? Por quantas eu me apaixonei? Quantas pessoas me mereçeram? Quantas não mereçeram? Quantas vezes eu fiz o certo? Quantas vezes eu fiz o errado? Eu sei o que é certo e errado?
Não são só essas as perguntas que eu tenho que fazer para achar a resposta principal, mas elas seriam um bom começo. E o que me surpreende é que sim, eu tenho respostas pra quase todas elas,menos a última. Em especial, a resposta da décima pergunta, quase me faz achar uma resposta negativa pra pergunta principal. Me faz pensar que minha vida não só é desnecessária como também é prejudicial. Para todas as outras perguntas, as respostas negativas fariam da minha vida desnecessária, eu seria apenas um nada, um zero a esquerda que se fosse descartado não faria falta. A resposta desta décima pergunta me faz um número negativo, alguém que não só está aqui para não fazer nada mas sim, para fazer o mal, alguém que se descartado faria um bem imessurável. Afinal de contas, uma vida estragada a mais ou uma vida estragada a menos não tanto faz. E bastou apenas uma para que eu me torne um monstro. É horripilante o poder que um ser humano tem sobre o outro. Eu descobri isso da pior forma possível. Quem nós achamos que somos para provocar as lágrimas nos olhos do outro sem ter um bom motivo? Um bom motivo não-egoísta, não-estúpido, não-vingativo, não-humano. Quem foi o filho da puta que disse que errar é humano? Ele tava certo. E é por isso que nós somos a espécie mais repugnante já existente. Ué, mas whatever se nós somos repugnantes ou não, errar é coisa da espécie. Uhu, achei a justificativa para todos os meus erros! Alguém aqui já ouviu falar em Teoria Evolucionista? Errar é humano? Tente não ser humano, evolua, seu porco. Ok, estou mudando completamente de assunto. (Adoro xingar a humanidade, impressionante...)
Se estragar a vida de alguém é o pior poder humano, imagine estragar a vida de quem você ama, de quem é mais importante que qualquer outra coisa importante que exista, de quem você gostaria de ver sorrir sempre, até enquanto dorme ou faz necessidades fisiológicas no banheiro. A cada lágrima parece que tem um esmagador gigante apertando meu peito, espremendo, esmagando. O que mais dói é saber que foi por minha culpa. Nem sequer eu ganhei nada com isso, e mesmo se eu ganhasse, nada, NADA justificaria o sofrimento de alguém tão bom, tão especial, tão importante, tão... único. Faria de tudo para poder consertar o que eu fiz. Se eu pudesse roubar todo oxigênio de todas as pessoas do mundo e te dar, se fosse transformado em serotonina eterna, eu daria. Se eu pudesse me apagar da sua memória, eu apagaria. Mas não apagaria nada da minha, para eu poder pagar para sempre pela merda que fiz. Se eu pudesse dar a minha vida em troca da sua felicidade, eu daria. Espero que um dia eu possa corrigir nem que seja um pouco de tudo isso que eu te fiz, e te dar nem que seja uma pequena porcentagem de alegria de toda a tristeza que eu te dei. Eu te amo tanto quanto eu sou repugnante.
E a resposta da nona pergunta? NENHUMA. Nunca salvei vida nenhuma, só soube estragar e muito bem estragado. Pois bem, que venha a fome, a soja e os vegetais!

2 comentários:

GB disse...

voce salvou uma vida :)

a sua!

como fez isso?

quando me conheceu.. afinal ninguem consegue se matar tendo um amigo tao genial e modesto que nem eu 8D

*risos*

te amo fica tendo essas crises de existencia nao :*

Obscuritatem Advoco Amplectere Me disse...

noxahhh! Ki KoIxA MaIx EmOh, GaBeH!!!!

deixa de fulerancia e discola logo esse mesclado, cumpadi!


Ti AmOhhh S2 ;***




*erick*